quarta-feira, 21 de dezembro de 2011









lua magra
me flagra
solto na noite
salta aos olhos
beleza açoite
que fustiga
minha pele
quero amiga
quero que revele
seus brilhos
seus filhos
seu giro na terra
me vem caminhada
aos bares
aos lares
aos milhares
de sabores
de cachaça
que pela boca
passa
baixada
pra perto do mar
amar sem besteira
nadar cachoeira
clareia a montanha
acende a sanha
de estar perto
maracujá esperto
que enebria noitedia
e consagra o brilho
de lua magra



quinta-feira, 1 de dezembro de 2011







QUERO QUE QUEIRA PAPO
(ou éramos sete)








você não me diz algo que devia.
e não por poder,
meu ou seu...
talvez por não poder
expor a pornografia
de toda essa falta
de sintonia.
(segredinhos sujos)

sabe você da vida.
de todas elas.
da farta alegria
dos dias de churrasco.
sabe também das mazelas
daquelas frias celas.
do fiasco.
do IML...

por favor; não amarele!
os abusos existiram..
as insinuações virão.
refine o seu coração.
aceite o que é bom.
chega de sacanagem!

lembra a gente lá na lage?
rindo, brincando, espontâneo...
esse breve momentâneo
é o resto da minha vida.
é meu jeito. é minha lida.

todos fomos meninos
ferinos.
mas os destino se entrelaça
e as vida só pede amor.
se faça.

somos madeira de lei
maior que qualquer lei
das leis da republica.
peça única
de curva e nó.
talvez até você queira,
mas não está só.

te amo.




quarta-feira, 30 de novembro de 2011



A PELEJA PRA COMER O PASTEL DE 'FLANGO' DO CHINÊS HONORATO






lhes peço licença para contar
mais uma história espetacular
daquelas que não se desvenda
se ela aconteceu de fato
ou se não passa de lenda.
ela é alem da imaginação!
por isso eu quero atenção
pra gigantesca confusão
que um dia fez honorato.

honorato veio da china
morar no parque regina
e montou uma pastelaria
que nunca que fez sucesso
pois sempre estava vazia.
quando honorato falava
o cliente não assimilava
e as encrenca era brava!
era o fim do progresso.

e conforme o povo relata
se via uns rato e umas barata
passeando pelo dito recinto.
isso é lá o que o povo dizia...
seu disser que já vi, eu minto.
mas tem muita gente que jura
que viu cenas de causar paúra.
até eu que não sou de frescura,
nem água lá que eu pedia.

um dia chegou um cliente
desses não tão exigente
e viu uns pastel ressecado.
a barriga já tava no zango
e ele só tinha uns trocado.
com a corda no pescoço,
querendo comer o almoço,
perguntou: 'é de que moço?'
honorato disse: 'é de flango.'

o cabra pensou: 'vou comer.
é o que dá. fazer o que?'
pediu pro china logo dois,
quis ketchup e mostarda
e um caldo de cana depois.
comia o pastel bem feliz,
já pensando em pedir bis.
então o  destino não quis
que tivesse outra rodada.

conforme o cabra mastigava
os farelinhos se espalhava
e foi colando umas pomba
também pra fazer um rango.
honorato fez uma tromba
e saiu de tras do balcão
com uma vassoura na mão
pra acabar com a invasão
dizendo: 'sai flango. sai flango.'



terça-feira, 29 de novembro de 2011


HEIM?








k entre nos, eh msmo mto eskisita essa revolucaum q 1 opradora tlefonika e 1 canal de tv a kbo kerem colokar na kbça da gent, principalmnt na dos mlks, q ainda tm pekeno domínio da língua portuguesa e recebm nas suas ksas est srvço de desutilidad ao jah defasado ensino. falam q hj ngm mais tm tmpo p/ nda, nem p/ screver e mto menos pra ler, só q essa transformacaum da lingua pode fzr gde diferença na formacaum d kem nunk estv na cia da obra de kras como machado de assis, rubem fonseca, clarice lispector ou nélia pinõn. a tal 9vidade de comunicacaum pod virar uma dificuldad para a nova geracaum dcodifik as msgs e nuâncias d nossa scrita, por sua vez, rica e detalhada. naum dvmos crêr q a necessidad de screver rápdo, vire desculpa para screver errado e nda justifik forçar 1 moda d c screver msgs e assisti filmes com esse código. q mulek vai kerer lê 1 jornal ou livro cheio de frases longas e períodos completos, dps q virou 'onda' abrv. o máx. possivel e metamorfosear as palavras?                kro aurélio; fike na sua kietinho descansando ai no céu. ou seria cel?







sábado, 26 de novembro de 2011

PORQUE EU NÃO PENSEI NISSO ANTES?





quatro ignorâncias podem concorrer em um amante que diminua muito a perfeição e merecimento de seu amor: ou porque não se conhece a si, ou porque não se conheça a quem amava., ou porque não se conheça o amor ou porque não se conheça o fim onde há de parar, amando.
pintaram os antigos, um amor menino e a razão é porque nenhum amor dura tanto que chegue a ser velho. mas há, sim, amor que dure muitos anos. porque pintam-no os sábios sempre menino? pinta-se o amor sempre menino, porque ainda que passe de sete anos, nunca chega à idade de uso da razão. usar de razão e amar, são duas coisas que não se juntam. a alma de um menino o que vem a ser? uma vontade com afetos e um entendimento sem uso. tal é o amor vulgar. tudo conquista o amor, quando conquista uma alma; porém o primeiro rendido é o entendimento. ninguém teve a vontade febricitante, que não tivesse o entendimento frenético. nunca houve enfermidade no coração, que não houvesse fraqueza no juízo. por isso os mesmos pintores do amor lhe vendaram os olhos, pois se o primeiro efeito ou ultima disposição do amor é cegar o entendimento, isso que vulgarmente se chama amor, tem mais partes é de ignorância. e quantas partes tem de ignorância, tantas lhe falta de amor. quem ama porque conhece, é amante. quem ama porque ignora, é néscio.

                                                                                                          padre vieira
                           

sexta-feira, 25 de novembro de 2011







TODOS NÓS TEMOS UMA SENHA EM NOSSO CORPO
(ou desconexo)






foi uma cena inusitada. no minimo particular, para mim que nunca vira um homem dedilhando fervorosamente o seu laptop sentado sob um guarda sol. tipico gringo. camisa regata, óculos de sol, chapelão de aba, bermuda e chinelo. sentadinho com a porra do laptop no colo.  isso muito deve acontecer em ibiza, cancun e quem sabe até copacabana... mas ali no boqueirão me chamou muito a atenção. era feriado prolongado e a praia grande ficou pequena. os paulistas invadiram e eu tinha que ir buscar uma peça lá na segunda feira. não liguei para o transito. pus a camisa e o tênis dentro da mochila, dobrei as carça e sai andando na areia. foi a primeira vez que eu vi um computador assim na praia. à lazer? sei lá. continuei andando sem nunca saber que aquele homem era odivan oliveira da silva.
odivan era um jovem e promissor doutor da academia, se destacando nas aulas de história que dava em certa universidade publica. mas não foi fácil, não. mesmo odivan sendo inteligente. tinha livros e artigos publicados e em seu meio, era bem reconhecido. odivan nasceu em carapicuiba e tinha esse nome por conta de uma canção do roberto carlos da qual a mãe dele ouvia no radinho das casa das madame. odivan tá de boa. odivan tem um blog. algumas alunas são seguidoras. odivan ama e trapa com uma delas muito mais do que com a esposa. ééééé minha filha...
a esposa quis saber porque ele não deixava aquela merda no apartamento e levava a long board ou o cooler com as cervejinhas. as cruzadas que fosse... odivan argumentou sobre importantes atualizações no blog. assim foi. ela não lhe escreveu. haviam brigado na quinta e odivan, em resposta, enviou para ela mensagens longas e desaforadas. chorou um pouquinho e os óculos escuros vieram a calhar. as visualizações no blog foram poucas. talvez pelo feriado... o computador, parou de funcionar aquela noite, pois a areia da maresia oxidou os circuitos. em são paulo, o técnico condenou o aparelho e a conduta de odivan em levar laptop´s na praia.





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